A Cisco Systems lançou recentemente dois novos switches: Catalyst 2975 e Catalyst 2350.
O primeiro foi desenvolvido para ser utilizado na camada de acesso. Oferece 48 portas 10/100/1000 UTP, com PoE e 4 Portas SFP. Tem switch fabric de 32 Gbps e além disso, assim como o 3750, este novo modelo pode ser empilhado, com a utilização de um cabo stack.
O 2975 oferece também funções avançadas de QoS e segurança, incluindo NAC.
Já o 2350 é um switch ‘”top of rack”, que pode ser utilizado para a agregação de servidores. Conta com 48 portas UTP 10/100/1000 e duas portas 10 GIGAs. Este modelo conta com opções de fonte AC e DC, possui 68 Gbps de backplane.
Resumindo: 2975 = inteligência e 2350 = desempenho.
Links: Catalyst 2975, Catalyst 2350
Até a próxima.
Já havia visto essa ilustração há algum tempo atrás e novamente me deparei com ela. A figura mostra o nível de conectividade no planeta.
Observe que a Ásia/Pacífico, Europa e Estados Unidos estão muito a frente do resto do mundo quanto a conexão com a Internet. Em números, segundo levantamento do ano passado, da ComScore, a região asiática conta com 308,8 milhões de internautas, os europeus somam 232,8 milhões e os norte amercianos são 183,8 milhões.
A américa latina, onde está incluso o Brasil, possui 59 milhões de internautas, segundo o mesmo levantamento.
Até a próxima.
O GRE – Generic Routing Encapsulation é um protocolo de tunelamento sugerido pela Cisco em 1994 que permite o encapsulamento de uma variedade de outros protocolos. No entanto ele só foi “padronizado” em 2000, inclusive com a participação de outros fabricantes. Com ele é possível criar um link ponto a ponto virtual entre roteadores Cisco.
A grande vantagem do tunelamento GRE é permitir o tráfego de protocolos em cenários onde normalmente não seria possível. Justamente por esta propriedade o GRE é muito utilizado em conjunto com protocolos de roteamento.
Exemplo:
No cenário acima os roteadores BrainRT01 e BrainRT02 estão em sites distintos, e têm apenas acesso a Internet. Com a configuração do Túnel GRE os roteadores passam a se enxergar como se tivessem diretamente conectados.
Configuração BrainRT01:
interface Tunnel0
ip address 1.1.1.1 255.255.255.252
tunnel source Serial0/0
tunnel destination 200.2.2.2
Configuração BrainRT02:
interface Tunnel0
ip address 1.1.1.2 255.255.255.252
tunnel source Serial0/0
tunnel destination 200.1.1.2
Neste caso, para que um host na LAN do roteador BrainRT01 comunique-se com um host na LAN do BrainRT01, precisaríamos apenas de uma rota.
Configuração BrainRT01:
ip route 10.2.2.0 255.255.255.0 1.1.1.2
Configuração BrainRT02:
ip route 10.1.1.0 255.255.255.0 1.1.1.1
Como mencionado acima, outra opção seria a utilização de um protocolo de roteamento dinâmico, que neste caso funcionaria normalmente.
Observe que no caso do GRE é feito apenas o encapsulamento, de forma que não há nenhuma proteção aos dados trafegados. Para isso seria necessário a utilização do IPSEC, ou qualquer outro protocolo para criptografar as informações.
Mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Generic_Routing_Encapsulation
http://www.cisco.com/en/US/partner/tech/tk827/tk369/tech_tech_notes_list.html
Até a próxima.
É possível fazer uma busca no site da Cisco diretamente da página do Google, ou do próprio browser se o Google for os buscador padrão.
Para isso basta digitar site:cisco.com junto com a busca efetivamente (antes ou depois da palavra buscada). Assim, se você estiver procurando sobre GRE, basta digitar site:cisco.com GRE (ou GRE site:cisco.com)
Desta forma aparecerão resultados apenas do site da Cisco.
Até a próxima.
É normal hoje a utilização de pelo menos dois links de Internet. E isso algumas vezes causa problemas para quem tem que administrar esses links. Muitas vezes cada link fica em um equipamentos diferente, e são cadastrados nos hosts as opções de saída.
Abaixo temos um exemplo de configuração em um roteador Cisco 837, com software 12.4(15)T3 Advanced IP Services, onde os dois provedores estão conectados ao mesmo roteador (responsável por fazer o load balance).
Exemplo:
! Interface de saída (WAN1)
interface Ethernet0
description WAN1 Interface
ip address 201.54.3.106 255.255.255.248
ip nat outside
ip virtual-reassembly
hold-queue 100 out
!
!Interface conectada a LAN
interface Ethernet2
description LAN Interface
ip address 192.168.1.204 255.255.255.0
ip nat inside
ip virtual-reassembly
hold-queue 100 out
!
interface ATM0
no ip address
no atm ilmi-keepalive
dsl operating-mode auto
!
! Interface de saída (WAN2)
interface ATM0.3 point-to-point
description WAN2 Interface
ip address 200.168.111.220 255.255.255.192
ip nat outside
ip virtual-reassembly
no snmp trap link-status
pvc 8/35
encapsulation aal5snap
!
!Rotas para os dois gateways
ip route 0.0.0.0 0.0.0.0 200.168.111.193
ip route 0.0.0.0 0.0.0.0 201.54.3.105
!
!NAT dinâmico para os dois links
ip nat inside source route-map RM-1 interface Ethernet0 overload
ip nat inside source route-map RM-2 interface ATM0.3 overload
!
!ACL para permitir a LAN ser nateada
ip access-list extended NATacl
permit ip 192.168.1.0 0.0.0.255 any
!
!Route Maps para os NATs
route-map RM-1 permit 10
match ip address NATacl
match interface Ethernet0
!
route-map RM-2 permit 10
match ip address NATacl
match interface ATM0.3
!
Basicamente para o funcionamento desta solução é necessários configurar um route map para cada link, que permitirá que o NAT dinâmico funcione, e depois colocar duas rotas default.
Até a próxima.