Definindo um caractere para cancelar comando

Essa eu vi no blog Nexthop.

Muitas vezes acontece de darmos um comando e ele demora para ser executado, então, no meio do caminho decidimos cancelar o comando. O problema é que normalmente temos que usar combinações estranhas de teclas (como CTRL+SHIFT+6, por exemplo…).

No entanto é possível redefinir o caractere de escape, responsável por interromper o comando. Podemos, por exemplo definir que para cancelar o comando basta digitar @. Claro que o recomendo utilizar um combinação (CTRL+c), já que um caractere sozinho pode ser utilizado em outro momento durante a configuração.

Para redefinir o caractere o comando utilizado é escape-character, dentro da line ou console.

Exemplo: Utilizar o caractere @ como escape, para acesso via line (telnet, ssh)

BrainRT01#conf t
Enter configuration commands, one per line.  End with CNTL/Z.
BrainRT01(config)#line vty 0 4
BrainRT01(config-line)#escape-character @
BrainRT01(config-line)#end
BrainRT01#ping 200.221.11.100 repeat 10000

Type escape sequence to abort.
Sending 10000, 100-byte ICMP Echos to 200.221.11.100, timeout is 2 seconds:
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.!
Success rate is 99 percent (173/174), round-trip min/avg/max = 4/4/12 ms
BrainRT01#

Observe que o ping terminou muito antes das 10.000 repetições. No caso eu interrompi o comando utilizando a tecla @. Neste link é possível verificar os caracteres e código ASCII para cada tecla ou combinação de teclas. Para definir o CTRL+C, que é a combinação de escape no Linux basta utilizar escape-character 3.

Para outra definições referentes ao terminal, acesse Configuring Operating Characteristics for Terminals.

Até a próxima.

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Nova WLAN Controller

A Cisco lançou uma nova WLAN  Controller (5508), que suporta até 250 access-points. Esta nova controladora, além de trabalhar com os padrões A/B/G também trabalha com access-points no padrão N, permitindo mais desempenho na rede sem fio.

AIR-CT5508

As controladoras são dispositivos que permitem a administração centralizada de access-points. Através delas é possível definir as configurações da rede sem fio, que são transmitidas para os access-points. Este novo modelo possui 8 slots para transceirvers SFP (mini GBIC), para conexão com a rede. São permitidos GLC-T, GLC-SX-MM e GLC-LH-SM nestes slots.

Outra novidade desta controladora é a possibilidade de trabalhar com access-points remotos conectados através de VPN, do AP para a controladora, através de links WANs (é necessário licença adicional para esta funcionalidade). Ela também possui suporte a Mesh e fonte redundante.

A nova controladora suporta a conexão simultânea de até 7 mil usuário, e conta com opções de licença para 12, 25, 50, 100 e 250 access-points.

Mais informações no site do fabricante.

Até a próxima.

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Voype

Não, não digitei errado.

Voype é o serviço de VoIP da Microsoft, que na américa do sul tem como parceira a Telefônica.

O serviço que já funciona a um bom tempo nos EUA e Canada chega ao Brasil e Argentina, entre outros, para concorrer com o Skype e demais serviços de VoIP, e traz tarifas interessantes.

Para utilizar o Voype basta se cadastrar e comprar créditos. Depois é só utilizar o Microsoft Windows Live Messenger (também conhecido como MSN…) para falar com telefones fixos ou celulares.

Por enquanto o Voype não permite receber chamadas originadas na rede convenciovoypenal de telefonia (como faz o Gizmo, por exemplo).

De qualquer forma é mais uma opção as altas tarifas telefônicas do sistema convencional de telefonia.

A ligações entre MSN continua grátis.

Esse post foi publicado originalmente em outubro de 2008, mas só agora a Microsoft e a Telefônica começaram a divulgar o serviço. Vejam os preços para o Brasil:

 

País / Cidade Tarifas locais 

Brasil R$ 0.1180 

Brasil – (Outras Cidades 2) R$ 0.1180 

Brasil – (Outras Cidades) R$ 0.1180 

Brasil – Celular R$ 0.5544 

Brasil – Rio de Janeiro R$ 0.0721 

Brasil – São Paulo R$ 0.0568 

Brasil – TIM Celular R$ 0.5544 

Brasil (Belo Horizonte) R$ 0.1180 

Brasil (Resto de São Paulo) R$ 0.1180 

Até a próxima.
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Nova Sup para 4500

A SUP 6L-E é a mais nova opção de supervisora para os switches 4500-E. Este novo modelo conta com a mesma tecnologia da SUP 6, porém com o desempenho reduzido. Com ela ambientes que não precisam da performance da SUP6 (320 Gbps) podem ter serviços avançados e um bom desempenho (280 Gbps).

Sup 6L-E

Esta nova supervisora conta com dois slots para conectores 10 Giga (X2 optics) que também podem ser transformados em 4 portas Gigabit com a utilização de adaptadores TwinGig.

Outras características:

- Capacidade de switching: 280 Gbps
- 225 mpps de throughput (IPv4)
- 110 mpps de throughput (IPv6)
- Duas portas 10 GB
- Suporte a 57.000 rotas na tabela de roteamento (IPv4)
- Suporte a 30.000 rotas na tabela de roteamento (IPv6)
- 8 filas de QoS por porta
- 16.000 access-list por direção
- 4096 VLANs ativas

Esta nova supervisora pode ser utilizadas em 4507R-E, 4507R, 4506-E, 4506, 4503-E e 4503. Outras informações sobre a nova placa podem ser encontrada no DataSheet , no site da Cisco.

Até a próxima.

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Outras Features do IPS Cisco (Parte 2)

Atendendo a grande procura que tivemos para o tópico sobre a configuração inicial de um IPS, resolvi postar um resumo que fiz na época que estava estudando para a prova de IPS. Este material foi escrito com base no material de estudo para o IPS appliance, mas em linhas gerais é a mesma coisa para os módulos IPS (para roteador e ASA) e para o IOS IPS.

Seguindo a linha do blog, este conteúdo é focado em dispositivos Cisco, mas parte da teoria pode servir para equipamentos de outros fabricantes.

Risk Rating

O Risk Rating é um valor de 0 a 100 que representa o risco de um evento. Para definir este valor é utilizado a formula abaixo, que leva em consideração informações referentes a assinatura, a importância do host ou da rede e outros.

RR = (ASR * TVR * SFR)/10.000 + ARR – PD + WLR

Com base nesta formula o IPS pode mudar dinamicamente a ação de uma assinatura. Por exemplo, se uma assinatura esta configurada apenas para gerar um alerta, mas o Risk Rating é alto, o IPS altera a ação da assinatura para que além do alerta o atacante seja bloqueado.

Para funcionar é preciso que seja habilitada a opção Event Action Overrides. Nesta opção você define os níveis do Risk Rating e qual ação deverá ser tomada.

Na formula são utilizadas as seguintes variáveis:

Target Value Rating (TVR): É um valor que você associa a um host ou a uma rede, de acordo com a importância deste host ou desta rede no seu cenário. Os valores disponíveis para o TVR são: Zero (50), Low (75), Médium (100), High (150) e Mission Critical (200). Quanto maior o número mais importante é o host ou a rede.

Attack Severity Rating (ASR): É configurado por assinatura e indica o quão perigoso é o evento. As opções que temos são Information (25), Low (50), Médium (75) e High (100). Os números nos parentes são a representação numérica da severidade.

Signature Fidelity Rating (SFR): Também é configurado por assinatura, e podem ser atribuídos valores de 0 a 100. O SFR define o quanto uma assinatura é assertiva (gera pouco falso-positivo).

Attack Relevancy Rating (ARR): É um valor definido pelo IPS com base na informação de Sistema Operacional, e não configurável. Ele mostra a importância do ataque no ambiente. Por exemplo, um ataque para Windows em um ambiente Linux não tem muita importância, mas o mesmo ataque em um ambiente Windows terá muita importância. Possíveis valores: Relevant (10), Unknown (0) e Not Relevant (-10).

Promiscuous Delta (PD): É configurado por assinatura, com valores de 0 a 30. Esta variável é importante apenas quando o sensor esta trabalhando em modo promíscuo. Ele diminui o Risk Rating de algumas assinaturas, quando trabalhando em modo promíscuo. Não é recomendado mudar o valor do PD.

Watch List Rating (WLR): É um valor associado a um host pelo CSA – Cisco Segure Agent, quando é utilizado na rede. Com base neste valor o host pode ser colocado em quarentena. Valores possíveis: 0 a 100, mas o CSA utiliza apenas de 0 a 35.

Anomaly Detection (AD)

É um componente que permiti analisar o tráfego com base no comportamento da rede, e não baseado nas assinaturas. As assinaturas, lembremos, servem para identificar apenas ataques conhecidos. O AD identifica quando um host abre muitas conexões para a mesma porta com destino diferente (comportamento padrão para worms, como Code Red e SQL Slammer).

Para funcionar corretamente você deve deixar o AD monitorar a rede por 24 horas (default), pelo menos. Para isso você deve configurar AD Operational Mode para learn. Isto permitirá que seja criado um baseline da rede, e assim, quando o padrão mudar ele será capaz de identificar esta mudança.

Zone: É um grupo de endereços de destino. Dividir a rede em zonas permite diminuir o número de falso positivo. Seus endereços da LAN devem ser configurados como zona interna.

Resumo da configuração:
1) Adicione o AD ao sensor (você pode usar o ad0 ou criar um novo)
2) Configure as Zonas, protocolos e serviços (defina a zona interna, especifique os protocolos e serviços que serão monitorados)
3) Configure o AD Operational mode como learn
4) Deixe o sensor rodar pelo menos 24 horas (uma semana é o recomendado)
5) Mude o AD Operational mode para Detection (ele mudará automaticamente depois do tempo de learn configurado)
6) Configure os parâmetros de detecção do AD (worm timeout, IPs de origem e destino que devem passar pelo AD sem serem monitorados, …)

Bypass

A partir da versão 6.0, o IPS possui opção de software bypass. Esta opção permite que o tráfego continue ou não a ser enviado para o destino caso o software do IPS pare de funcionar. Temos 3 opções:

Auto: Se a engine de análise parar, o tráfego continuará a passar pelo IPS normalmente.

Off: Se a engine de análise parar, o tráfego é bloqueado.

On: Permite que o tráfego passe pelo IPS sem ser inspecionado. Normalmente utilizado com a rede está com problemas.

O bypass de hardware só é possível com a adição de um módulo adicional ao IPS. Com este módulo, mesmo que o hardware falhe o tráfego continua fluindo pelo appliance. Para saber quais modelos de IPS suportam a adição deste módulo, acesse o site da Cisco.

Passive Operating System Finger Print (POSFP)

Feature dos IPSs Cisco que identifica os sistemas operacionais que estão na rede. Após saber que SO é utilizado o IPS pode dar mais ou menos importância a um ataque. Para isso ele aumenta ou diminui o Risk Rating. Vem habilitado por padrão e além de aprender automaticamente, você pode também mapear manualmente IPs e Sistemas Operacionais.

Blocking

Funcionalidade que permite ao IPS interagir (enviar comando) para outro device, e assim impedir um ataque. A aplicação que efetivamente realiza o bloqueio chama-se ARC (Attack Response Controller). O IPS pode interagir com roteadores, PIX, 6500 e com o ASA. No caso dos roteadores e do 6500 o IPS envia uma Access-list, que é aplicada na interface desejada. Para o PIX e ASA o IPS manda o comando Shun. A lista com os modelos exatos que suportam essa opção deve ser verificada no site da Cisco.

Obviamente, para funcionar, é preciso que o IPS e o dispositivo que efetuará o bloqueio sejam capazes de comunicar e devemos também permitir acesso remoto nos dispositivos (Telnet ou SSH, que é o default).

Resumo da configuração:
1)
Associe à ação de bloqueio a assinatura. Assim, quando ela for disparada o IPS enviará o comando para bloquear o ataque.
2) Configure os parâmetros do Blocking (habilitar o Blocking, definir o número máximo de dispositivos a serem bloqueados, com o cuidado de não bloquear o próprio IPS, e cadastrar os IPs que nunca devem ser bloqueados).
3) Crie o profile para login no device remoto (cadastre username, password e enable password que será utilizado para conectar no device que efetuará o bloqueio).
4) Configure os parâmetros do dispositivo que efetuará o bloqueio, como IP, Hostname, método de comunicação.
5) Defina a interface onde a ACL será aplicada, no caso de roteadores e do 6500.
6) Opcional: Cadastro o master blocking sensor, caso exista um.

Tuning e License

  • É muito importante fazer o tunning das assinaturas quando configurando um IPS. Se no seu ambiente são utilizados apenas servidores com Apache, assinaturas destinadas a ataques ao IIS (ou vice-versa) são irrelevantes e podem ser desabilitadas. Habilitar assinaturas desnecessárias faze o IPS perder desempenho.
  • Alertas que não precisam ser gerados devem ser desabilitados (por default todas as assinaturas vêem configuradas para gerar alerta). Isso torna a administração do IPS mais difícil, já que um grande volume de alertas pode ser gerado. Se for o caso aumente os thresholds, para que um alerta seja gerado somente quando um evento ocorrer mais de n vezes.
  • Colocar o IPS atrás do firewall diminui o tráfego que chegará até o IPS, e melhorará o desempenho do mesmo.
  • Os IPSs da Cisco podem funcionar sem licença, no entanto, é necessário ter a licença para que seja possível atualizar as assinaturas.
  • A licença é adicional ao smartnet, que servirá apenas para atualização do software, acesso ao TAC e troca de hardware.

Até a próxima.

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