Conceitos sobre IPS/IDS (Parte 1)

Atendendo a grande procura que tivemos para o tópico sobre a configuração inicial de um IPS, resolvi postar um resumo que fiz na época que estava estudando para a prova de IPS. Este conteúdo foi escrito com base no material de estudo que utilizei (para IPS appliance), mas em linhas gerais é a mesma coisa para os módulos IPS (para roteador e ASA) e para o IOS IPS.

Seguindo a linha do blog, este conteúdo é focado em dispositivos Cisco, mas parte da teoria pode servir para equipamentos de outros fabricantes.

IPS/IDS

Como sabemos o IDS – Intrusion Detection System é uma ferramenta de detecção de atividades suspeitas na rede. O IDS apenas monitora e loga as informações, permitindo que o administrador decida como parar o ataque. Trabalha em modo promíscuo, recebendo uma cópia do tráfego.

O IPS – Intrusion Prevention System é uma ferramenta para detecção e prevenção de atividades suspeitas na rede. É a evolução do IDS e pode ser configurado para que ao perceber a “invasão” uma ação seja tomada (gerar uma alerta, bloquear o atacante, dropar o pacote…). Deve ficar inline na rede.

Hoje normalmente o mesmo equipamento pode atuar como IPS ou IDS, dependendo apenas da configuração aplicada e como ele esta conectado a rede.  IPS-IDS

Observe na figura acima: O IPS (com o destaque verde) está “na linha” por onde o tráfego passa (tem duas interfaces conectadas). Já o IDS (destacado em vermelho) tem apenas uma interface conectada, e o tráfego deve ser espelhado para ele.

Sensor

No caso da Cisco, quando falamos IPS estamos nos referindo ao hardware, normalmente. Quem faz a verificação do tráfego, de fato, é o sensor.

Podemos imaginar o sensor como a parte do software que faz a análise dos pacotes, com base nas assinaturas. Ele é composto por uma instancia de assinaturas (sig), uma instancia de regras (rules) e uma instancia do Anomaly Detection (ad). Assim todos eles, bem como as interfaces, devem ser associados ao sensor.

Por padrão o IPS vem com o vs0 (virtual sensor 0), e este não pode ser deletado. A ele está associado o sig0 (instancia de assinatura 0), rules0 (instancia de regras 0) e ad0 (instancia 0 do Anomaly Detection).

O processamento do tráfego é virtualizado, de forma que você pode ter no mesmo IPS vários virtuais sensores. Podemos ter, por exemplo, o vs0 onde temos a interfaces G0/1 associada e o sensor trabalhando em modo promíscuo, e ter também o vs1, onde associamos as interfaces G0/2 e G0/3 para trabalhar em modo inline. Com isso teríamos um IPS monitorando duas partes da rede de forma independente, como se fossem dois IPSs.

Até 4 virtuais sensores podem ser criados em um IPS.

Assinaturas

As assinaturas são um grupo de regras que o sensor utiliza para identificar uma atividade invasiva. O sensor verifica os pacotes utilizando as assinaturas, e assim identifica os ataques conhecidos. Para cada novo ataque é criada uma nova assinatura.

Por padrão as assinaturas mais importantes (ou as que causam mais danos) vêm habilitadas, e o restante pode ser habilitado ou não, dependendo da necessidade.

As assinaturas que vêm configuradas no IPS são chamadas assinaturas default. Também temos as custom signatures, que são as assinaturas criadas pelo administrador e as Tuned Signatures, que são as assinaturas default editadas.

As assinaturas padrões (que são mais de 1500) não podem ser deletadas ou renomeadas e para criar uma Custom Signature é possível utilizar o wizard.

As assinaturas podem ser configuradas para tomarem as seguintes ações: dropar o pacote, produzir um alerta, logar o IP de quem está atacando, da vítima ou ambos, bloquear a conexão ou um host especificamente, fazer notificação via SNMP ou ainda terminar a sessão TCP entre o atacante e o atacado. No entanto, algumas dessas ações podem ser configuradas apenas quando o sensor está atuando em modo inline (IPS).

Signature Engine

Um Signature Engine é um grupo de assinaturas, feito de acordo com as características das assinaturas. Atomic, Flood, Meta, Normalizar, Service, State, String, Sweep, Traffic, Troajan e AIC são os Signature Engines existentes.

Tipos de interfaces

Temos dois tipos de interfaces em um IPS: Command and Control e Monitoring Interfaces.

Cada IPS tem apenas uma interface do tipo Command and Control. Esta interface deve ser endereçada e é utilizada para gerenciar o equipamento. Vem habilitada por padrão e é dedicada para gerencia.

As Monitoring Interface são as interfaces utilizadas para analisar o tráfego. Vêm desabilitadas por padrão e podem ser configuradas para trabalhar em quatro modos: Promíscuos, Inline Interface, Inline VLAN Pair e VLAN Group. Estas interfaces devem ser associadas a um Virtual Sensor.

Tipos de contas

Existem 4 tipos de contas no IPS. Quando um usuário é criado ele deve ser associado a um destes tipos de conta.

Administrator: Nível máximo de privilégio. Um usuário deste tipo tem acesso total a todas as áreas de configuração e monitoração. Pode visualizar e alterar as configurações.

Operator: Nível intermediário de privilégio. Pode fazer o tunning das assinaturas, gerenciar dispositivos bloqueados e mudar sua própria senha. Pode também visualizar as configurações e eventos.

Viewer: Conta com o menor nível de privilégio. Pode ver a configuração e eventos gerados, mas não tem direito a alterar nada.

Service: Conta especial, que permite acessar o sistema operacional (Linux) do IPS. É o acesso root. Não devem ser feitas alterações no IPS através dessa conta sem a supervisão do TAC. Apenas um usuário service pode existir por vez, e é normalmente utilizado para troubleshooting.

 

Em breve postarei a parte 2.

Até a próxima.

CCIE R&S 4.0

CCIE 3 to 4

A partir do dia 18 de outubro de 2009 estará disponível a versão 4.0 do exame para CCIE R&S. Assim que estiver estudando para fazer a prova a partir desta data, deve se preparar com o novo material. Ocorrerão mudanças na prova teórica e prática. Quem já fez a prova escrita na versão 3.0 poderá fazer o LAB 4.0 sem a necessidade de refazer a prova escrita.

A prova teórica (ou escrita) conta com 100 questões de múltipla escolha e duas horas de duração. Já no exame prático (ou LAB) o candidato deve configurar os equipamentos de acordo com a topologia solicitada e posteriormente fazer o throubleshooting no cenário. Para isso o candidato tem 8 horas. A prova prática custa $ 350 dólares, e o exame prático custa $ 1.400 dólares.

Além das provas também serão alterados os equipamentos e softwares utilizados na certificação, confira abaixo:

Equipamentos do LAB Versão 3.0

* 3725 series routers – IOS 12.4 mainline – Advanced Enterprise Services
* 3825 series routers – IOS 12.4 mainline – Advanced Enterprise Services
* Catalyst 3550 series switches running IOS version 12.2 – IP Services
* Catalyst 3560 Series switches running IOS version 12.2 – Advanced IP Service

Equipamentos do LAB Versão 4.0

* 1841 series routers – IOS 12.4(T) – Advanced Enterprise Services
* 3825 series routers – IOS 12.4(T) – Advanced Enterprise Services
* Catalyst 3560 Series switches running IOS version 12.2 – Advanced IP Services

Os tópicos abordados na nova versão da prova, bem como outras informações podem ser  encontradas neste link.

Até a próxima.

MSN no Hotmail

Enfim a Microsoft conseguiu liberar a utilização do Windows Live Messenger (MSN) via Windows Live Hotmail (ou apenas Hotmail). Agora, assim como é no Gmail a muito tempo, é possível trocar mensagens instantâneas na rede MSN pela página do Hotmail.

Para acessar o MSN via web, siga as instruções abaixo, da equipe do Windows Live.

1. Ao acessar o seu Hotmail, repare no ícone do Messenger no canto superior direito da tela.
2. Clique no ícone e selecione a opção "Entrar no Messenger (Web)". Depois disso, você vai visualizar todos os seus contatos.
3. Para conversar com alguém, é só clicar na seta que fica do lado esquerdo da foto e selecionar a opção "Enviar uma mensagem instantânea".
4. Uma janela vai se abrir e pronto: você já pode conversar como se estivesse no Messenger!

MSN

Até a próxima.

Tema Brainwork 0.2(beta)