Conceitos Dial-Peer Matching – Parte 1/3

Parte essencial na elaboração de um Plano de Discagem (ou Dial Plan), as dial-peers são utilizadas para criar o plano de roteamento de chamadas dentro de um ambiente VoIP.

Resumidamente, uma dial-peer é uma rota utilizada para realizar o encaminhamento de chamadas de voz.

Para facilitar a compreensão, podemos fazer uma analogia de uma dial-peer com a configuração de uma rota estática, do qual para se chegar a um determinado destino, deve-se encaminhar o pacote para um next-hop.
Porém, diferentemente das rotas estáticas que utilizam apenas endereços IP para fazer o roteamento, as dial-peers utilizam sequencias de dígitos para realizar o roteamento.

Existem vários tipos de dial-peers, porém geralmente utilizamos dois tipos, VoIP e POTS (sigla para Plain Old Telephony System).
No caso das dial-peers do tipo VoIP, utilizamos um endereço IP como next-hop para o encaminhamento das chamadas. Já nas dial-peers POTS, é utilizado como next-hop uma porta, como por exemplo, uma interface E1, uma porta FXO (Foreign Exchange Office), etc.

Para desenvolver um Dial Plan correto, é necessário ter em mente que as dial-peers podem ser utilizadas tanto para chamadas entrantes (inbound) quanto para chamadas saintes (outbound). Para cada um destes tipos, a sequencia de parâmetros utilizados para esta seleção é diferente.

Para melhorar a visualização das chamadas, temos abaixo uma topologia básica que ilustra a conexão entre dois sites. Nesta topologia estamos utilizando uma interface E1 para conexão com a PSTN e os ramais internos são DDR (Discagem Direta a Ramal), ou seja, podem receber ligações diretamente da PSTN.

Brain - Topologia Padrão Voice

Abaixo estarei listando alguns termos utilizados frequentemente em redes de Voz.

ANI – Automatic Number Identification (Identificação de Numeros Automática) – Utilizado para identificar o número de ORIGEM da chamada (calling party).

DNIS – Dialed Number Identification Service (Serviço de Identificação de Numero Discado) – Utilizado para identificar o número de DESTINO da chamada (called party).

FXS - Foreign Exchange Station – Interface utilizada para conexão com um equipamento analógico, como por exemplo, um telefone convencional, um FAX, etc. Este tipo de interface é responsável por gerar o tom de linha para os equipamentos analógicos.

FXO – Foreign Exchange Office – Interface utilizada para conexão com um tronco analógico, como por exemplo, uma conexão com a operadora de telefonia tradicional, uma interface de ramal de um PABX, etc.

OBS: Para simplificar o entendimento de quando utilizar os tipos de interface acima, temos a seguinte definição:
Sempre, na configuração de um circuito analógico, iremos utilizar os dois tipos de interface. Na conexão entre o telefone da sua residência e a operadora, por exemplo, a conexão atrás do telefone é uma FXO, enquanto que a interface na Central Telefonica da Operadora é uma interface FXS.

DID – Direct Inward Dial (Discagem Direta a Ramal ou DDR) – É o serviço que permite que o range de números disponibilizados pela Operadora sejam utilizados para endereçar os ramais internos, tornando possível que um ramal receba uma ligação externa diretamente.

Existem muitos outros termos importantes que serão explicados posteriormente assim que forem sendo utilizados.

Na próxima parte deste tópico iremos abordar o processo de matching para as chamadas entrantes (inbound).

Para referência, clique aqui.

Até a próxima.

Novos roteadores Wireless Cisco

A Cisco lançou semana passada uma nova linha de produtos para redes sem fio, chamada Valet. São três produtos (Valet, Valet Plus e Valet Connector) para uso doméstico e segundo a Cisco, foram desenvolvidos para tornar a instalação, configuração e operação ainda mais simples.

Segundo teste da PC Magazine é possível estabelecer conexão com a Internet em 5 minutos, no novo access-point Valet Plus.

New Valet

Os access-points acompanham um pen drive (que não é o da imagem acima – o Valet Connector é uma placa de rede wireless), que ao ser conectado ao computador inicia um passo-a-passo (Cisco Connect Software), bastando ao usuário seguir as orientações para que a configuração seja realizada.

É a primeira fez que são lançados produtos for home use sem a marca Linksys, mas isto tem uma explicação.

Esses novos equipamentos foram criados com base na experiência dos engenheiros da Pure Digital, criadores da câmera de vídeo Flip, visando a simplicidade.

No mais posso dizer apenas que são muito bonitos.

E a Linksys?

Não é o fim da marca Linksys.

A linha Valet deve ser posicionada abaixo dos equipamentos Linksys, que passarão a ser considerados equipamentos intermediários, com mais funcionalidades.

Inclusive foram lançados novos produtos com a marca Linksys (E-Series).

Valet e E-Series

Os novos equipamentos E-Series têm o mesmo designe dos equipamentos Valet, e podem ser gerenciados pelo mesmo software. Mas também contam com interface web, para configurações avançadas.

Na série E existem opções com portas 10/100 e Gigabit, e são compatíveis com padrão A/B/G e N. O modelo top de linha (E3000) ainda permite o compartilhamento de mídia armazenada em servidores externos, sendo compatível com XBOX e PS3, entre outros.

Para mais informações e comparativos visite a página dos produtos: Valet e Linksys.

Até a próxima.

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