Integrando o PIX com o AD – acesso administrativo

Por , 15/06/2010 07:00

Fala galera!!! Neste post em flash, estarei mostrando como autenticar os usuários que acessam o console, SSh, telnet, e HTTP do PIX, através do IAS (Internet Authentication Service) do Windows, integrado com o AD (Active Directory).

 

 

PIX QoS Policies: configurando Rate Limiting

Por , 01/06/2010 07:00

Nesta semana publiquei um post sobre limitação de banda nos switches 3750, e agora vou mostrar um exemplo da mesma configuração em um Cisco PIX firewall 515E, versão 8.0(4).

Através de políticas de QoS, conseguimos implementar limitação de banda no PIX/ASA, para tráfego outbound, em determinada interface. Os passos para esta configuração são os mesmo do IOS em switches, apenas alguns comandos mudam.

Como podemos ver, há uma rede outside e uma inside somente, com um host cada um. Usei para realizar os testes, o software NetMeter.

Configuração do PIX

O PIX está pré-configurado para este lab da seguinte forma:

interface Ethernet0
nameif inside
security-level 100
ip address 172.16.1.10 255.255.255.0
!
interface Ethernet1
nameif outside
security-level 0
ip address 192.168.10.10 255.255.255.0
!
access-list acl_inside extended permit ip any any
access-list acl_inside extended permit icmp any any
access-list acl_outside extended permit ip any any
access-list acl_outside extended permit icmp any any
!
access-group acl_outside in interface outside
access-group acl_inside in interface inside

Como podemos observar, qualquer tráfego está permitido, nas duas interfaces, mas apenas para efeito de teste.

Agora vamos definir a configuração a ser aplicada.

1. Classificando o tráfego

Uma ACL define o tráfego selecionado…

access-list 700k_outside extended permit ip any any

… e um class-map, irá referenciá-la, para definir qual tráfego receberá determinada política.

class-map map_700k_outside
description 700k outbound interface outside
match access-list 700k_outside

2. Criar o Policy-Map

O policy-map aplica ao tráfego definido por class-maps, as suas respectivas ações. Neste caso, ao class-map map_700k_outside será aplicado uma política de taxa de output de 700Kbps.

policy-map pmap_700k_outside
class map_700k_outside
police output 700000 10500

O parâmetro 700000 significa a taxa de output em bits, e 10500 é o burst, em bytes.

3. Aplicando as políticas

Agora o último passo é aplicar a política à interface, em sentido outbound, com o comando ‘service-policy’. Neste caso, na interface outside.

service-policy pmap_700k_outside interface outside

Vamos aos testes…

Antes de mostrar os testes, uma coisa é importante dizer: estas configurações não serão aplicadas a conexões já existentes, como você poderá perceber a seguir…

Observe o gráfico abaixo:

À esquerda, podemos ver o tráfego normal entre os dois hosts, e do lado direito, o tráfego após aplicadas as configurações. O host 192.168.10.2 está copiando um arquivo de aproximadamente 4,7GB do host 172.16.1.2.

Conforme dito anteriormente, as políticas somente são aplicadas a novas conexões… por isso, após aplicar as configurações, usei o comando ‘clear conn’ para fechar todas elas… então comecei novamente a cópia do arquivo.

A nova conexão mostrada no output do PIX já está no ar com a nova política de tráfego aplicada.

É isso então! Espero ter ajudado…

Dúvidas?! Sugestões?! Críticas?! Todas serão bem vindas!! É só mandar nos comentários… valeu!

Políticas de controle de banda – Catalyst 3750

Por , 27/05/2010 14:09

Este post traz uma configuração fácil de ser realizada em switches Cisco, para limitação de banda, em tráfego um switch Cisco Catalyst 3750, através de Policy-Maps.

Através de parâmetros configurados na Modular QoS CLI, selecionamos um determinado tráfego, e lhe aplicamos ações, baseadas nas políticas configuradas para ele. A limitação de banda pode ocorrer de duas formas: shaping ou policing.

Shaping vs. Policing

Antes de qualquer coisa, é importante sabermos a diferença entre estes dois métodos.

- Traffic Shapping retém pacotes que excedem a banda configurada para um buffer (queueing) e gradativamente vai os transmitindo, sem que o mesmo não sejam dropados; porém este buffer demanda de memória, e é sempre aplicada em sentido outbound.

- Traffic Policing propaga bursts (limites) quando o fluxo de pacotes atinge a banda máxima, no qual ações como dropar ou remarcar os pacotes é efetuada. Não há buffer, e a aplicação da política é em sentido inbound.

Mais informações aqui*. Agora, mão na massa!!!

* É necessário CCO para visualizar este documento.

Configurando Traffic Policing

Apenas 4 etapas são necessárias para alcançarmos nosso objetivo:

1. Habilitar QoS

Como esta configuração trata-se de parâmetros QoS, é necessário habilitar este recurso globalmente no switch:

mls qos

2. Classificar o tráfego

Definimos qual tráfego passará pelas políticas de banda. Primeiro criamos uma ACL:

access-list 111 permit ip any any

Depois definimos um class-map, ao qual a ACL será vinculada.

class-map match-all 8MB
match access-group 111

3. Criar o policy-map

O policy-map irá aplicar as políticas ao tráfego classificado anteriormente no class-map. O policy-map será nomeado Policy8MB.

policy-map Policy8MB

Agora entrando no modo de configuração de policy-map, iremos selecionar um class-map, e aplicaremos as respectivas ações. Neste caso, estaremos limitando a banda a 8Mbps o tráfego definido pelo class-map 8MB.

class 8MB
police 8000000 8192 exceed-action drop

Para entendermos melhor, os comandos acima, o parâmetro 8000000 significa a largura de banda medido em bits, e o ‘exceeded-action drop’, significa que os pacotes que ultrapassarem a banda de 8Mbps, serão simplesmente dropados.

4. Ativar a política

Por final, ativamos a política na interface, lembrando que é sempre ao tráfego inbound.

interface FastEthernet1/0/23
service-policy input Policy8MB

Está feito. Agora vou apresentar alguns testes que fiz, com as ferramentas Iperf – gerador de tráfego, NetMeter – medidor de banda de adaptador de rede, e o próprio MS-DOS.

Neste lab, temos duas máquinas windows conectadas a um switch 3750, em portas FastEthernet, somente com as configurações acima aplicadas. O host 10.1.0.11 está conectado à interface Fa1/0/23, e o 10.1.0.12, à Fa1/0/24.

Observe na primeira imagem, o output feito no Iperf do lado client.

 

Talvez para aqueles que não estão familiarizados com essa ferramenta, fique um pouco confusa a interpretação dos logs acima… mas eu vou tentar deixar o mais claro possível!

No primeiro comando, o Iperf client (10.1.0.11) está configurado para gerar 200Mbps de tráfego para o servidor 10.1.0.12. Como pode-se ver no output acima, a ferramenta consegue gerar 68,1 Mbps, sendo a taxa de transmissão REAL entre os dois foi de 64,4 Mbps.

Após isto, foram aplicados os comandos no switch, e o mesmo teste foi feito entre os dois. O client conseguiu novamente produzir 68,1Mbps, porém, a taxa real entre os dois foi de 6,7Mbps, segundo o reporte do servidor.

Com tráfego normal, o servidor reportou banda de 64Mbps, e após a regra, 6,7Mpbs, conforme o log acima.

Agora, vejamos o gráfico da placa de rede do client, gerado pelo NetMeter.

Bom é isso… espero ter ajudado. Qualquer dúvida mandem comentários!! Abraços e até mais…

PIX upgrade via Monitor

Caríssimo leitor… faz um tempinho que não posto nada… mas eu não abandonei o blog!! Bom, vamos ao que interessa…

Certo dia estava fazendo um upgrade de OS em um PIX 525, e quando tinha acabado de apagar a memória flash dele… acabou a energia!!! Mas eu não me abalei e resolvi ver o lado bom disso: pesquisei como fazê-lo via monitor e aproveitei pra fazer este post.

Ao ligar o PIX, o prompt irá dar ao usuário 10 segundos para escolher a opção de boot.

Use BREAK or ESC to interrupt flash boot.
Use SPACE to begin flash boot immediately.
Flash boot interrupted.

Se for pressionado espaço ou esperar expirar o tempo, o PIX irá procurar uma imagem .bin na memória flash para carregar, e se não encontrar, ele reinicia e repete este processo. No meu caso, como não havia OS na flash, pressionei ESC e entrei em modo monitor, que exibia o prompt da seguinte forma:

Use ? for help.
monitor>

A seguir está um passo-a-passo de todos os processos para fazer o upgrade.

1º) Inicializar uma interface

Conecte um cabo UTP na interface Ethernet 0 ou 1, entre com o comando “interface x”, onde “x” é o número da interface Ethernet conectada ao switch, ou diretamente ao PC por cabo crossover. É necessário que fisicamente o link esteja “up”. Usei a interface Eth1.

monitor> interface 1
0: i8255X @ PCI(bus:0 dev:14 irq:10)
1: i8255X @ PCI(bus:0 dev:13 irq:11)
Using 1: i82557 @ PCI(bus:0 dev:13 irq:11), MAC: 000d.bc0b.a899

2º) Configurar o IP do PIX

Com o comando “address” configura-se o IP que o PIX irá usar para acessar o servidor TFTP.

monitor> address 192.168.10.1
address 192.168.10.1

3º) OPCIONAL – Com o comando “gateway” configura-se o IP do default-gateway. Ex.:

monitor> gateway 192.168.10.100
gateway 192.168.100.1

4º) Especificar o servidor

Com o comando “server”, especificamos o servidor TFTP.

monitor> server 192.168.10.20
server 192.168.10.20

5º) Especificar o nome do arquivo

Com o comando “file”, especificamos o nome do arquivo de imagem.

monitor> file pix804.bin
file pix804.bin

6º) OPCIONAL – Um ping para testar a conectividade…

monitor> ping 192.168.10.20
Sending 5, 100-byte 0×4018 ICMP Echoes to 192.168.10.20, timeout is 4 seconds:
!!!!
Success rate is 80 percent (4/5)

7º) Download da imagem

Para finalizar, entramos com o comando “tftp”, para o PIX baixar a imagem do servidor, e dar boot com ela.

monitor> tftp
tftp pix804.bin@192.168.10.20…………………………………………………………

Pronto? Não… o PIX somente carrega este OS na RAM, para dar boot uma única vez. Após o boot, é necessário copiar a imagem para a flash.

pixfirewall# copy tftp: flash:

Address or name of remote host []? 192.168.10.20

Source filename []? pix804.bin

Destination filename [pix804.bin]?

Accessing tftp://192.168.10.20/pix804.bin…!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Writing file flash:/pix804.bin…

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
7538688 bytes copied in 101.590 secs (74640 bytes/sec)
pixfirewall# boot system flash:/pix804.bin
pixfirewall# wr

Agora sim está terminado. Mas aconteceu uma outra coisa comigo… no próximo post você irá saber!!!

Mais informações aqui!

Até mais… qualquer dúvida mande comentários!

Configurando Private VLAN

Anteriormente publicamos um post sobre PVLAN, que descrevia os conceitos deste recurso. Agora será mostrada uma configuração básica, usando 5 estações de trabalho, 1 router Cisco 2801 e um switch Cisco Catalyst 3750. Abaixo está a topologia proposta para esta configuração.

Nesta configuração, a subrede 192.168.200.0/24 será segmentada em 3 subdomínios, identificados pelas PVLANs 200, 300 e 400, e a PVLAN 100 como primária:

VLAN 100: PVLAN primária das PVLANs 200, 300 e 400.

VLAN 200: PVLAN secundária do tipo isolada. A esta estará conectado o host 192.168.200.1 (Fa1/0/1).

VLAN 300: PVLAN secundária do tipo comunidade. A esta estarão conectados os hosts 192.168.200.30 (Fa1/0/3) e 192.168.200.40 (Fa1/0/2).

VLAN 400: PVLAN secundária do tipo comunidade. A esta estarão conectados os hosts 192.168.200.10 Fa1/0/5) e 192.168.200.20 (Fa1/0/4).

O Cisco router 2801 (192.168.200.254), estará conectado a porta promíscua Fa1/0/24, pois será o gateway da rede.

Configuração do switch 3750:

!- O VTP não suporta PVLANs, portando o switch deve
!- operar em modo transparente
vtp mode transparent
!
!- Criando a PVLAN 200
vlan 200
name Isolated_VLAN
!- Definindo a PVLAN como tipo isolated
private-vlan isolated
!- Para que alterações ou criações de VLANs entrem
!- em vigor, é necessário sair do modo de configuração
!- de VLANs com o comando ‘exit’
exit
!
!- Criando a PVLAN 300
vlan 300
name Community_VLAN1
!- Definindo a PVLAN como tipo community
private-vlan community
exit
!
!- Criando a PVLAN 400
vlan 400
!- Os nomes das VLANs não podem se repetir
name Community_VLAN2
!- Definindo a PVLAN como tipo community
private-vlan community
exit
!
!- Criando a PVAN 100
vlan 100
name Primary_VLAN
!- Definindo como PVLAN primária
private-vlan primary
!- Associando as PVLANs secundárias;
obs.: as secundárias
!-
foram criadas primeiro, pois a associação a primária só
!- ocorre se as VLANs estiverem criadas
private-vlan association add 200,300,400
exit
!
!- Os comandos seguintes associarão as interfaces ás suas
!-
respectivas VLANs. No modo de configuração de interface,
!- definimos a PVLAN primária e a secundária

!
interface FastEthernet1/0/1
!- Associando a PVLAN 100 como primária e 200 como secundária
switchport private-vlan host-association 100 200
!- Definindo a interface como conexão a um host (ex.: notebook)
switchport mode private-vlan host
!- Por ser porta de acesso, a podemos configurar o portfast
spanning-tree portfast
!
interface range FastEthernet1/0/2 – 3
!- Associando a PVLAN 100 como primária e 300 como secundária
switchport private-vlan host-association 100 300
switchport mode private-vlan host
spanning-tree portfast
!
interface range FastEthernet1/0/4 – 5
!- Associando a PVLAN 100 como primária e 400 como secundária
switchport private-vlan host-association 100 400
switchport mode private-vlan host
spanning-tree portfast
!
!-
Agora a configuração da interface Fa1/0/24, a qual se
!-
conectará o gateway 192.168.200.254
!
interface FastEthernet1/0/24
!- Mapeando a porta promíscua a PVLAN primária 100 e
!- as respectivas secundárias

switchport private-vlan mapping 100 200,300,400
switchport mode private-vlan promiscuous

Para verificar a configuração, podem ser usados os comandos ‘show vlan private-vlan’ e ‘show vlan private-vlan type’. Mais informações sobre PVLANs podem ser encontrados no site da Cisco e no post anterior. Para saber se o IOS que você usa ou se a plataforma que você usa suporta PVLANs, consulte o Feature Navigator da Cisco.

Obs.: o IOS usado neste laboratório foi ‘c3750-advipservicesk9-mz.122-44.SE.bin’.

Qualquer dúvida, mande comentários.

Espero ter ajudado. Até breve!

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