A Cisco apresentou ontem o Cius, um tablet PC (ou um “virtual desktop client for cloud computing”) com sistema operacional Android, tela de 7” e vídeo em HD. O dispositivo projetado visando os usuários corporativos, foi demonstrado ontem pelo CEO John Chambers, no Cisco Live, que está acontecendo em Las Vegas-EUA.
O Cius possui camera de 5 megapixel, 3G, Wifi e Bluetooth, mas o diferencial são os softwares e integrações que ele oferece. Cisco Quad, Show and Share, WebEx, Presence e TelePresence fazem parte da lista que produtos Cisco que rodarão no Cius. E ele também terá acesso ao Android Marketplace.
Além disso, com a ajuda de uma dock station o Cius pode ser usado como um thin client, recebendo teclado e monitor externo.
Apesar da apresentação as vendas não devem começar antes de 2011. Mais sobre o Cius no press release e na página do produto.
(Não deve ser conhicidencia o nome soar como “see you”, certo?)
Até a próxima.
O brainwork possui uma versão mobile, para acesso via celular e outros dispositivos móveis. Basta acessar o site normalmente (www.brainwork.com.br/blog), que ele identificará o dispositivo e carregará a página customizada.

Diversos dispositivos são permitidos, como BlackBerry, Nintendo Wii, Nokia, Palm, PlayStation Portable, Iphone e Ipod, entre outros.
Até a próxima.
O IEEE anunciou no dia 11 deste mês que o padrão 802.11n foi ratificado. Os estudos em torno desta tecnologia duraram sete anos, e neste período foram criados mais de 10 drafts.
O “novo” padrão para redes sem fio pode permitir tráfego de até 300 Mbps e melhora a cobertura da área, em relação as padrões anteriores (802.11a, 802.11b e 802.11g). Com essas características, o 802.11n vem suprir a demanda crescente por largura de banda, exigida a cada dia por novas aplicações.
Como muitas alterações foram feitas nestes sete anos, na camada 1 e 2 principalmente, equipamentos com “N” draft 1 não deverão ser compatíveis com a tecnologia homologada. Já os dispositivos marcados com draft 2 devem atender as mudanças com a atualização do software (isso pode variar de acordo com o fabricante).

Assim, a partir de agora a inscrição “draft” JÁ pode ser retirada do logo do wifi N.
Veja a publicação no site do IEEE.
Até a próxima.
A Cisco fornecerá equipamentos para a expansão do projeto Orla Digital, no Rio de Janeiro. O projeto, do Governo do Estado e COPPE (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro tem o objetivo de fornecer acesso gratuito a Internet, em alta velocidade.
O Orla Digital começou em 2008 e agora, na segunda fase, serão utilizados 20 equipamentos Wireless Mesh, da Cisco, para fornecer a infra-estrutura em Ipanema e Leblon. Com esta implementação, o Rio de Janeiro passa a ter 8,5 quilômetros de extensão da orla coberta com sinal de Internet sem fio. Deste total 6 quilômetros serão cobertos pelos equipamentos Cisco.

Com esta nova fase são possíveis até duas mil conexões simultâneas, e são atendidas cerca de 2 milhões de pessoas, que vivem e transitam na região.
Além de fornecer acesso a Internet o projeto Orla Digital deve agregar outros serviços no futuro, como localização dos usuários e câmeras de vídeo para segurança pública.
Notícia completa aqui. Site do projeto: http://www.orladigital.coppe.ufrj.br/
Até a próxima.
No segundo post sobre VPN, vamos identificar como ela funciona.
Uma VPN IPSec tem 5 fases: Identificação do tráfego interessante, IKE fase 1, IKE fase 2, transferência de dados e fim do túnel IPSec.
1) Tráfego interessante: É o tráfego que deve ser criptografado, geralmente identificado através de Access-lists.
2) IKE fase 1: Basicamente tem a função de negociar as políticas que serão utilizadas, autenticar os peers e fechar um túnel seguro, por onde serão configurados os demais parâmetros. Pode trabalhar em Main Mode ou Agressive Mode. Podemos dizer que é um “primeiro túnel”, para proteger as mensagens de negociação para o túnel principal.
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Main Mode: utiliza 6 troca de mensagens, e por isso é mais lento que o Agressive Mode.
Mensagem 1 e 2: Usadas para garantir a segurança do meio e verificar se os peers estão de acordo.
Mensagem 3 e 4: Utilizam o DH para gerar uma shared secret que é enviado para o outro peers, que devolve com sua identidade. Esta chave é usada para gerar outras chaves do processo.
Mensagem 4 e 5: Faz a verificação da identidade do peer remoto.
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Agressive Mode: Utiliza apenas 3 trocas de mensagens, fazendo a identificação do peer antes de criar um canal seguro. É o modo de operação padrão.
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Opções do IKE fase 1:
Algoritmo de criptografia: DES, 3DES, AES
Algoritmo Hash: MD5, SHA-1
Método de autenticação: Pré Share, RSA Signature
Key Exchange: DH group 1, group 2, group 5
IKE SA lifetime: até 86400 segundos
3) IKE fase 2: É a negociação do “segundo túnel”. São definidos os parâmetros do IPSec e transform sets, são estabelecidos IPSecs SAs, que são renegociados de tempos em tempos e pode também ocorrer a troca do DH (opcional).
O Security Association (SA) é uma conexão entre os dois peers que determina quais serviços do IPSec estão disponíveis naquela conexão (tipo de algoritmo de criptografia e autenticação utilizada, enderço IP, tempo de vida da key e outros…). São unidirecionais e assim, para um túnel VPN são criados dois SAs.
O IPSec pode trabalhar de duas madeiras: Túnel e Transporte. O modo túnel é o padrão, e com ele o pacote inteiro é criptografado e um novo cabeçalho é criado. Já no modo transporte o cabeçalho não é alterado, sendo criptografado apenas os dados.
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Opções do IKE fase 2:
Algoritmo de criptografia: DES, 3DES, AES
Authentication: MD5, SHA-1
SA lifetime: até 28.000 segundos
4) Transferência de dados: Após finalizada o IKE fase 2 o tráfego começa a ser enviado pelo túnel, de forma segura (criptografado).
5) Fim do túnel IPSec: O túnel é finalizado quando a SA é deletada (manualmente) ou ocorre o timeout, que pode ser configurado para ocorrer após um determinado espaço de tempo sem transmissão de dados ou após uma quantidade específica de dados transmitidos.
Até a próxima.