Categoria: Virtualização

vSphere 5.0, saiba o que muda…

Olá, vou resumir de forma rápida hoje as principais mudanças no vSphere 5.0 em relação a licenças e algumas mudanças técnicas também!

Para quem já conhece VMware sabe que o formato antigo da versão 4.x estava se tornando ultrapassado pelo motivo das versões anteriores estarem limitadas a CORE de processadores (6 cores para STD, ENT. e 12 cores para ADV e ENT PLUS) e GB de memória RAM físicos dos hosts e, devido as rápidas inovações dos desenvolvedores de hardware, aumentando de forma assustadora os cores de processadores e a capacidade de memória física nos servidores.

Para resolver estes problemas a versão 5.0 não vem mais com limitações físicas dos hosts e passa a trabalhar com controle de licenças na memória e processador virtual, ou seja, cada servidor físico pode ter a quantidade de memória e processadores físicos com x CORES que não vai interferir mais na licença. Agora o controle é feito na vRAM (soma de utilização de memórias nos servidores virtuais) que pode variar de acordo com as versões, como por exemplo, no máximo 24GB de RAM "virtual" (Exemplo: 3 Servidores virtuais com 8GB cada = 24GB ou 24 Servidores virtuais com 1GB cada = 24GB) na versão Standard, 32GB na Enterprise e 48GB na Ent. Plus e até 8 processadores (CORES) "virtuais" nas versões Standard e Enterprise e até 32 na Enterprise Plus.

Resumindo, 1 licença de vSphere 5.0 Standard para um conjunto de servidores virtuais que somam no máximo 24GB de RAM. Caso o cliente chegue a 32GB de RAM o mesmo pode atuar de duas formas, ou comprar uma segunda licença Standard ou migrar para uma licença Enterprise que tem sua limitação em 32GB.

Nesta nova versão o vCenter automaticamente soma toda a capacidade de memória de todos os hosts e gerencia uma "memória virtual" única, disponibilizando automaticamente memória entre os servidores virtuais quando necessário.

Uma grande vantagem para clientes que gostam ou precisam utilizar SUSE Linux é que em todas as versões o cliente tem licença para montar quantos servidores virtuais quiser do SUS Linux Enterprise Server com direito a update e patches!

Uma outra mudança grande foi a retirada da versão ADVANCED que era o meio termo em funcionalidades entre STANDARD e ENTERPRISE, o que para mim foi um erro grande da vmware, já que faria muito mais sentido retirar a ENTERPRISE que é muito similar a ENTERPRISE PLUS. Desta forma ficou uma distancia radical entre as versões STD para ENT mas isso pode ser uma estratégia a médio prazo da vmware para ir atribuindo algumas funcionalidades na versão STD para combater a concorrência com a Microsoft (quando a microsoft realmente for uma concorrente!).

Abaixo uma tabela para consulta rápida de funcionalidades entre as versões (desconsiderar os valores USD).

Vale lembrar que clientes com SNS ativo tem direito a upgrade conforme tabela abaixo:

Caso tenham mais dúvidas estou a disposição, segue também abaixo um link da VMware com o que há de novo na versão 5 em PORTUGUÊS:
http://www.vmware.com/br/products/vsphere/overview.html

Até a próxima,

Rack e PDU Cisco

Por , 05/01/2011 10:17

R42610

Agora a Cisco também vende racks 19” e PDU – Power Distribution Units. As duas soluções são voltadas para o segmento de Data Center.

O rack da série R (imagem ao lado) está homologado para trabalhar com os servidores UCS (servidores Cisco), e outros equipamentos (a lista completa não está disponível no site ainda), mas é possível que ele também suporte os switches Nexus.

Ele tem porta perfurada para melhorar a ventilação, fechadura, ventoinhas na parte de cima, 42 RU de altura e suporta até 954 kg.

O rack R42610 pode ainda acomodar equipamentos de outros fabricantes.

PDU Cisco

Descrição do site: “Quando você precisar de uma forma flexível, confiável e de distribuição de energia fácil de implantar com proteção de circuito, a Cisco RP Series Power Distribution Units (PDU) é a escolha ideal”.

Nada de muito interessante tecnicamente, mas o post vale para mostrar que cada vez mais a Cisco vai agregando soluções, e tenta se aproximar dos concorrentes neste novo (para Cisco) mercados de servidores.

Página do rack Cisco: http://www.cisco.com/en/US/products/ps11518/index.html

Página da PDU Cisco: http://www.cisco.com/en/US/products/ps11519/index.html

(Sugestão do post enviada pelo amigo Eng. Jamerson)

Até a próxima.

Seu servidor de virtualização anda meio esquecido?

Por , 08/05/2010 15:36

Sistemas virtualizados são algo muito comum nos datacenters e CPDs de todo planeta, muitos destes sistemas são constituídos de servidores com dois processadores físicos, tambem com os processadores quadcore utilizados atualmente não é surpresa que esta arquitetura dual socket tenha se consolidado. A grande preocupação encarada neste ponto é a quantidade de memória suportada por sistemas dual socket, afinal, o acesso aos bancos de memória são realizados diretamente pelo processador e existe uma limitação para isso.

 

extended memory 1

Apesar de grandes inovações trazidas pelos novos processadores Intel Xeon, familia 5500, processadores 2,25 vezes mais performaticos que a geração anterior, com controladores de memória embutidos ao processador, estes ainda limitam-se ao gerenciamento de um montante de 96 Gb de RAM em alta performance ou 144 Gb de RAM em baixa performance, estes valores tem como base a quantidade de bancos de memória que os processadores podem acessar, neste caso 12 DIMMs e 18 DIMMs respectivamente.

Um dos principais diferenciais apresentados pela arquitetura Unified Computing System da Cisco, seja em servidores blade ou rack mount, é justamente a capacidade de memória suportada por estes equipamentos, apesar de composto por uma arquetetura dual socket, graças a tecnologia desenvolvida pela Cisco que leva o nome de Extended Memory Technology este servidores podem chegar a inacreditável marca de 384 Gb de RAM (um modelo mais novo possui capacidade para 512 Gb de RAM), este número só é possível pois um chipset é posicionado previamente aos bancos de memória e agrega 4 bancos de DIMM em um “único banco” para o controlador de memória do processador, ou seja, o processador acessa o chipset da Cisco que por sua vez acessa até quatro bancos de memória, isso faz com que o sistema como um todo tenha sua capacidade quadruplicada.

 

extended memory 2

Mais detalhes podem ser obtidos no vídeo datasheet da solução no site da Cisco http://www.cisco.com/en/US/prod/collateral/ps10265/ps10493/ucs_memory_ext.html

Até mais… :)

NASA e Cisco: Nuvem dentro de containers

Cerca de um ano atrás, se não me engano, a Cisco lançou sua linha de servidores (UCS – Unified Computing System), destinada à data centers. Estes servidores contam com inovações, e se integram muito bem com os switches Cisco Nexus, também destinados a data centers.

O UCS – Unified Computing System ainda enfrenta certa resistência, até compreensível, já que esta concorrendo em um mercado com players plenamente estabelecidos, como IBM e HP (e tem questão do preço também…).

Mas mesmo assim, estes foram os equipamentos escolhidos pela NASA, para montar sua nuvem, em um projeto chamado NEBULA, como divulgado pelo blog CORUJADETI (que aliás recomendo).

Servidores Cisco em projeto da NASA

O NEBULA fornece grande capacidade de processamento e armazenamento, além de conectividade, para a própria NASA e outros órgão governamentais americanos.

Assim como outras empresas (Google, Microsoft e Sun, entre outras) que fornecem computação na nuvem, a NASA montou sua estrutura dentro de containers.

Utilizar containers tem sido uma tendência e segundo especialistas permite agilidade na expansão do data center e também controle eficiente no uso de energia, já que é mais fácil controlar a temperatura.

NEBULA Container

Além da utilização dos servidores Cisco, o NEBULA utiliza o software livre EUCALYPTUS, para a criação de sua nuvem privada.

Segundo a própria NASA o projeto NEBULA conta com uma rede 10 vezes mais rápida e tem 100 vezes mais espaço de armazenamento que a solução de cloud computing da Amazon.

Legal né?!?!

Site do projeto NEBULA: http://nebula.nasa.gov/

Até a próxima.

Instale o Chrome OS

Após a Microsoft lançar seu novo sistema operacional (Windows 7), o Google deve adiantar o lançamento do Chrome OS, seu sistema operacional, que estava previsto, inicialmente, para o segundo semestre de 2010.

O código do Chrome OS já está disponível para a colaboração de desenvolvedores do projeto Open Source, e pode ser encontrado na Internet.

Este SO, que esta sendo desenvolvido como uma extensão do browser Chrome, deverá ser utilizado principalmente em netbooks e trará serviços baseados na nuvem. Mas se você está ansioso para este novo lançamento da Google,  e não quer esperar o lançamento da versão final, já é possível experimentá-lo. Veja abaixo.

Tela do Chrome OS com aplicativos na Nuvem

Instalando o Chrome OS em uma VM

Para instalar o Chrome você vai precisar do VirtualBox, para criar uma máquina virtual onde o Chrome será instalado. O Virutal Box é gratuito e pode ser baixado aqui.

Após o download do VirtualBox, faça o download do Chrome (compilação que vai rodar no VirtualBox em Windows) aqui. Descompacte o arquivo (chrome-os-0.4.22.8-gdgt.vmdk).

Agora que temos os arquivos necessários, instale o VirtualBox (Next > Next > Finish). Ele vai perguntar se você quer se registrar, mas não é obrigatório.

Processo de instalação

1°) No VirtualBox clique em Novo e em seguida em Próximo;

2°) Digite um nome para a Máquina Virtual que será criada, por exemplo Chrome OS;

3°) Em Tipo de Sistema coloque Other em Sistema Operacional e Other/Unknown em Versão;

Instalando Chrome OS em uma VM

4°) Agora selecione a quantidade de memória para a VM. Utilize 64 MB ou acima;

5°) No tela Disco Rígido Virtual selecione Utilizar disco rígido existente e selecione o arquivo chrome-os-0.4.22.8-gdgt.vmdk, que foi baixado e descompactado anteriormente;

Instalando Chrome OS em uma VM

6°) Clique em Finalizar.

Basta clicar em Iniciar, no VirtualBox para a VM com o Chrome iniciar. Na tela inicial informe seu e-mail do Gmail e senha.

Tela inicial do Chrome OS

Ainda tem poucos aplicativos, como podemos ver, mas com o tempo outros utilitários devem ser incorporados, principalmente se considerarmos que é um projeto open source.

E ainda tem gente que não acredita que o Google vai dominar o mundo…rsrsrsr

Até a próxima.

Tema Brainwork 0.2(beta)