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Políticas de controle de banda – Catalyst 3750

Por , 27/05/2010 14:09

Este post traz uma configuração fácil de ser realizada em switches Cisco, para limitação de banda, em tráfego um switch Cisco Catalyst 3750, através de Policy-Maps.

Através de parâmetros configurados na Modular QoS CLI, selecionamos um determinado tráfego, e lhe aplicamos ações, baseadas nas políticas configuradas para ele. A limitação de banda pode ocorrer de duas formas: shaping ou policing.

Shaping vs. Policing

Antes de qualquer coisa, é importante sabermos a diferença entre estes dois métodos.

- Traffic Shapping retém pacotes que excedem a banda configurada para um buffer (queueing) e gradativamente vai os transmitindo, sem que o mesmo não sejam dropados; porém este buffer demanda de memória, e é sempre aplicada em sentido outbound.

- Traffic Policing propaga bursts (limites) quando o fluxo de pacotes atinge a banda máxima, no qual ações como dropar ou remarcar os pacotes é efetuada. Não há buffer, e a aplicação da política é em sentido inbound.

Mais informações aqui*. Agora, mão na massa!!!

* É necessário CCO para visualizar este documento.

Configurando Traffic Policing

Apenas 4 etapas são necessárias para alcançarmos nosso objetivo:

1. Habilitar QoS

Como esta configuração trata-se de parâmetros QoS, é necessário habilitar este recurso globalmente no switch:

mls qos

2. Classificar o tráfego

Definimos qual tráfego passará pelas políticas de banda. Primeiro criamos uma ACL:

access-list 111 permit ip any any

Depois definimos um class-map, ao qual a ACL será vinculada.

class-map match-all 8MB
match access-group 111

3. Criar o policy-map

O policy-map irá aplicar as políticas ao tráfego classificado anteriormente no class-map. O policy-map será nomeado Policy8MB.

policy-map Policy8MB

Agora entrando no modo de configuração de policy-map, iremos selecionar um class-map, e aplicaremos as respectivas ações. Neste caso, estaremos limitando a banda a 8Mbps o tráfego definido pelo class-map 8MB.

class 8MB
police 8000000 8192 exceed-action drop

Para entendermos melhor, os comandos acima, o parâmetro 8000000 significa a largura de banda medido em bits, e o ‘exceeded-action drop’, significa que os pacotes que ultrapassarem a banda de 8Mbps, serão simplesmente dropados.

4. Ativar a política

Por final, ativamos a política na interface, lembrando que é sempre ao tráfego inbound.

interface FastEthernet1/0/23
service-policy input Policy8MB

Está feito. Agora vou apresentar alguns testes que fiz, com as ferramentas Iperf – gerador de tráfego, NetMeter – medidor de banda de adaptador de rede, e o próprio MS-DOS.

Neste lab, temos duas máquinas windows conectadas a um switch 3750, em portas FastEthernet, somente com as configurações acima aplicadas. O host 10.1.0.11 está conectado à interface Fa1/0/23, e o 10.1.0.12, à Fa1/0/24.

Observe na primeira imagem, o output feito no Iperf do lado client.

 

Talvez para aqueles que não estão familiarizados com essa ferramenta, fique um pouco confusa a interpretação dos logs acima… mas eu vou tentar deixar o mais claro possível!

No primeiro comando, o Iperf client (10.1.0.11) está configurado para gerar 200Mbps de tráfego para o servidor 10.1.0.12. Como pode-se ver no output acima, a ferramenta consegue gerar 68,1 Mbps, sendo a taxa de transmissão REAL entre os dois foi de 64,4 Mbps.

Após isto, foram aplicados os comandos no switch, e o mesmo teste foi feito entre os dois. O client conseguiu novamente produzir 68,1Mbps, porém, a taxa real entre os dois foi de 6,7Mbps, segundo o reporte do servidor.

Com tráfego normal, o servidor reportou banda de 64Mbps, e após a regra, 6,7Mpbs, conforme o log acima.

Agora, vejamos o gráfico da placa de rede do client, gerado pelo NetMeter.

Bom é isso… espero ter ajudado. Qualquer dúvida mandem comentários!! Abraços e até mais…

Configurando Private VLAN

Anteriormente publicamos um post sobre PVLAN, que descrevia os conceitos deste recurso. Agora será mostrada uma configuração básica, usando 5 estações de trabalho, 1 router Cisco 2801 e um switch Cisco Catalyst 3750. Abaixo está a topologia proposta para esta configuração.

Nesta configuração, a subrede 192.168.200.0/24 será segmentada em 3 subdomínios, identificados pelas PVLANs 200, 300 e 400, e a PVLAN 100 como primária:

VLAN 100: PVLAN primária das PVLANs 200, 300 e 400.

VLAN 200: PVLAN secundária do tipo isolada. A esta estará conectado o host 192.168.200.1 (Fa1/0/1).

VLAN 300: PVLAN secundária do tipo comunidade. A esta estarão conectados os hosts 192.168.200.30 (Fa1/0/3) e 192.168.200.40 (Fa1/0/2).

VLAN 400: PVLAN secundária do tipo comunidade. A esta estarão conectados os hosts 192.168.200.10 Fa1/0/5) e 192.168.200.20 (Fa1/0/4).

O Cisco router 2801 (192.168.200.254), estará conectado a porta promíscua Fa1/0/24, pois será o gateway da rede.

Configuração do switch 3750:

!- O VTP não suporta PVLANs, portando o switch deve
!- operar em modo transparente
vtp mode transparent
!
!- Criando a PVLAN 200
vlan 200
name Isolated_VLAN
!- Definindo a PVLAN como tipo isolated
private-vlan isolated
!- Para que alterações ou criações de VLANs entrem
!- em vigor, é necessário sair do modo de configuração
!- de VLANs com o comando ‘exit’
exit
!
!- Criando a PVLAN 300
vlan 300
name Community_VLAN1
!- Definindo a PVLAN como tipo community
private-vlan community
exit
!
!- Criando a PVLAN 400
vlan 400
!- Os nomes das VLANs não podem se repetir
name Community_VLAN2
!- Definindo a PVLAN como tipo community
private-vlan community
exit
!
!- Criando a PVAN 100
vlan 100
name Primary_VLAN
!- Definindo como PVLAN primária
private-vlan primary
!- Associando as PVLANs secundárias;
obs.: as secundárias
!-
foram criadas primeiro, pois a associação a primária só
!- ocorre se as VLANs estiverem criadas
private-vlan association add 200,300,400
exit
!
!- Os comandos seguintes associarão as interfaces ás suas
!-
respectivas VLANs. No modo de configuração de interface,
!- definimos a PVLAN primária e a secundária

!
interface FastEthernet1/0/1
!- Associando a PVLAN 100 como primária e 200 como secundária
switchport private-vlan host-association 100 200
!- Definindo a interface como conexão a um host (ex.: notebook)
switchport mode private-vlan host
!- Por ser porta de acesso, a podemos configurar o portfast
spanning-tree portfast
!
interface range FastEthernet1/0/2 – 3
!- Associando a PVLAN 100 como primária e 300 como secundária
switchport private-vlan host-association 100 300
switchport mode private-vlan host
spanning-tree portfast
!
interface range FastEthernet1/0/4 – 5
!- Associando a PVLAN 100 como primária e 400 como secundária
switchport private-vlan host-association 100 400
switchport mode private-vlan host
spanning-tree portfast
!
!-
Agora a configuração da interface Fa1/0/24, a qual se
!-
conectará o gateway 192.168.200.254
!
interface FastEthernet1/0/24
!- Mapeando a porta promíscua a PVLAN primária 100 e
!- as respectivas secundárias

switchport private-vlan mapping 100 200,300,400
switchport mode private-vlan promiscuous

Para verificar a configuração, podem ser usados os comandos ‘show vlan private-vlan’ e ‘show vlan private-vlan type’. Mais informações sobre PVLANs podem ser encontrados no site da Cisco e no post anterior. Para saber se o IOS que você usa ou se a plataforma que você usa suporta PVLANs, consulte o Feature Navigator da Cisco.

Obs.: o IOS usado neste laboratório foi ‘c3750-advipservicesk9-mz.122-44.SE.bin’.

Qualquer dúvida, mande comentários.

Espero ter ajudado. Até breve!

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