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Switching camada 2–Tabelas CAM e TCAM

Os switches são equipamentos inteligentes, e que possuem grande capacidade de encaminhamento de frames. Para isso duas tabelas são usadas: CAM e TCAM.

Quando os frames chegam em uma interface de um switch, eles são colocados na fila de entrada (ingress queue) desta porta. Depois, quando o switch decide por qual porta este frame deverá ser enviado, ele é colocado na fila de saída (egress queue), da porta escolhida.

Se o switch não conhecer o MAC address de destino, o frame é enviado para a fila de saída de todas as portas (menos aquela por onde o frame foi recebido), e então é feito o flooding.

As duas tabelas são usadas para escolher por onde o frame deverá ser enviado, se poderá ser enviado e como.

CAM – Content Addressable Memory: A tabela CAM, também chamada de MAC Address Table ou Layer 2 Fowarding Table, armazena os MAC address aprendidos pelo switch. O switch usa a informação do campo MAC Address Source dos frames que recebe, para preencher esta tabela.

CAM Table

Por padrão, um MAC aprendido dinamicamente fica na tabela CAM por 300 segundos após a uma atividade registrada. Este tempo é conhecido como aging timer, e podemos alterá-lo. Também é possível criar uma entrada estática.

Criando uma entrada estática na tabela CAM

BrainSW05(config)# mac address-table static 0012.1122.3355 vlan 10 interface fa0/5

Aumentando o Aging timer para 400 segundos, na VLAN 10

BrainSW05(config)# mac address-table aging-time 400 vlan 10

Apagando da Tabela CAM um MAC aprendido dinamicamente

BrainSW05(config)# clear mac address-table dynamic 0012.da8e.c496

A tabela CAM fica armazenada na memória RAM, o que torna sua consulta rápida.

É importante lembrar que a tabela CAM é finita, e se não houver espaço para cadastrar os novos MAC dos frames que o switch recebe, ele passará a fazer o floding sempre que chegar um frame destinado ao endereço MAC não gravado.

Use o comando show mac address-table count para ver quanto espaço ainda tem na Tabela CAM.

TCAM – Ternary Content Addressable Memory: A tabela TCAM é usada para armazenar access-lists baseadas em MAC Address e access-lists usadas na configuração de QoS. Em switches camada 3, access-lists baseadas em endereços IPs e portas também ficam na TCAM.

Assim como a CAM, a TCAM fica armazenada na memória RAM, porém ela é mais complexa, e um switch pode ter mais de uma TCAM (uma para o tráfego que entra, outra para o tráfego que sai, outra para QoS,…).

Ela conta com os campos Valor, Máscara e Resultado, não pode ser configurada, mas em alguns switches podemos especificar o tamanho que ela terá, otimizando-a para uma funcionalidade específica.

Mudando o tamanho / otimizando a TCAM

BrainSW05(config)#sdm prefer ?
  default                    Default bias
  dual-ipv4-and-ipv6  Support both IPv4 and IPv6
  lanbase-routing      Lanbase routing
  qos                        QoS bias

Até a próxima.

L2/L3 IOU Rack: Laboratório Cisco em casa

Por , 17/09/2011 15:44

Quem tal um rack com seis roteadores e quatro switches layer 3, para você brincar a vontade? E o melhor: de graça!

Pois saiba que isto é possível graças ao L2/L3 IOU, uma VM pronta para usar, criada para permitir a elaboração de diversas topologias, e treinar na prática para as certificações.

Você vai precisar do VMware Workstation, para rodar a VM onde os equipamentos serão emulados. Se não tiver, instale antes de continuar. É recomendado o uso da versão 7, porém eu testei com a versão 6.5.3 e funcionou.

Preparando a VM

1) Faça o download através de um dos links abaixo, e descompacte os arquivos. Você encontrará dois arquivos .rar.

O Cisco_IOU_Rack_v3_Video.rar é um vídeo mostrando como iniciar o LAB e acessar os equipamentos (o resumo eu coloquei abaixo). Já o arquivo  Cisco_IOU_Rack_VM_by_flyxj.rar é a VM (Debian), onde temos os equipamentos.

Download Via Wupload: L2/L3 IOU

Download L2/L3 IOU, via Rapidshare: Part1Part2Part3Part4 – Part5 – Part6 – Part7

2) Descompacte o arquivo onde está a VM e abra o VMware Workstation. Inicie o VMware, clique em File > Open e selecione o local onde está o arquivo descompactado.

Depois clique em Edit > Virtual Network Editor.

L2L3IOU - VM1

3) Para o LAB funcionar é OBRIGATÓRIO fazer as seguintes configurações:

- VMnet0: Bridged to an automatically chosen adapter – Bridged
- VMnet1: Local Area Connection 3 – Subnet 192.168.20.0/24 – DHCP Enabled – Host Only
- VMnet8: Local Area Connection 4 – Subnet 192.168.80.0/24 – DHCP Enabled – NAT

Configuração VMnet1

Após a configuração das 3 VMnets, clique em Summary e veja se sua configuração ficou como na imagem abaixo. Este é o passo mais importante. Se algo estiver diferente disso o LAB pode não funcionar.

VMnets configuradas

4) Com as VMnets configuradas basta iniciar a VM e começar a usar o LAB.

Usando o LAB

1) Quando a VM inicializar você vai ver a tela abaixo, com as informações básicas para o uso LAB. Faça o login usando o usuário e senha indicados, e entre no diretório LAB.

Cisco IOU Racks

2) Dentro do diretório LAB você pode usar o comando show para visualizar a topologia, e o comando Rx ou Sx para iniciar o respectivo roteador e swtich.

Topologia com 3 roteadore e 1 switch iniciado

3) Para acessar os equipamentos basta você dar um Telnet no IP / Porta.

  • R1: 192.168.80.160:2001
  • R2: 192.168.80.160:2002
  • R3: 192.168.80.160:2003
  • S4: 192.168.80.160:2004
  • S5: 192.168.80.160:2005
  • R6: 192.168.80.160:2006
  • R7: 192.168.80.160:2007
  • R8: 192.168.80.160:2008
  • S9: 192.168.80.160:2009
  • S10:192.168.80.160:2010

Cisco IOU Racks Sw10

IMPORTANTE: Não mude o hostname ou IP de acesso aos equipamentos (192.168.80.160). Isto pode fazer com que o LAB pare de funcionar.

Usei pouco até agora, mas por enquanto estou gostando.

As funcionalidades que testei funcionaram e outro fato positivo é que a VM não está consumindo muitos recursos, como é comum no Dynamips.

Se tiver alguma dúvida assista o vídeo que vem junto com o download. Também é possível encontrar mais exemplos no Youtube.

Encontrei as informações para este post no site Gopherden.

Até a próxima.

Hub x Switch: Como funcionam

Por , 19/08/2010 11:09

Fisicamente, hubs e switches são parecidos, mas eles funcionam de forma bem diferente. De um lado temos os hubs, equipamentos simples, com baixo desempenho e segurança. Do outro os switches, com toda a inteligência embutida.

Hub

Hubs são dispositivos de camada 1 (física) no modelo OSI, e funcionam como repetidores de sinal elétrico. Quando um pulso chega em uma das portas do hub, ele retransmite este pulso para todas as outras portas, criando um único domínio de colisão.

Desta forma, quando uma estação transmite, todas as outras recebem o dado transmitido. Como toda banda é ocupada quando um host transmite, apenas um host pode transmitir por vez

Por funcionar desta forma os hubs tornam a rede lenta e insegura.

Hub em funcionamento

Switch

Os switches trabalham na camada 2 (enlace) no modelo OSI, com capacidade de identificar a origem e destino do frame (MAC Address). Cada porta do switch é considerada um domínio de colisão. Quando um host transmite, apenas o host destino recebe o frame.

Esta característica dos switches permite que vários hosts transmitam simultaneamente, aproveitando melhor a banda da rede.

Switch

Para ser capaz de identificar o destino do frame, o switch realiza um processo de aprendizagem, constituído por: Learning, Flooding, Filtering, Forwarding e Aging.

Learning

Learning é o processo pelo qual o switch aprende o MAC Address dos dispositivos.

Quando um switch é ligado sua tabela MAC (ou CAM table) está vazia. Cada frame que chega até o switch contém o MAC Address do host que originou o frame. Então o switch armazena este MAC na tabela CAM (Content Addressable Table) e associa a porta pela qual o frame chegou.

CAM Table

 Flooding

Quando o switch não tem uma entrada na CAM table para um endereço (MAC address) específico, ele então encaminha o frame para todas as portas, menos para porta que recebeu o frame. Este procedimento é conhecido com flooding.

Filtering

Após o switch aprender os MAC address e associá-los as respectivas portas, os benefícios do switch podem ser verificados através do Filtering (Filtro).

Quando dois dispositivos conhecidos tentam se comunicar através do switch, o frame do host de origem é encaminhado direta e unicamente para porta do host de destino.

Forwarding

Forwarding é o encaminhamento de um frame de um host conhecido (que está na CAM table) associado a uma porta para outro host conhecido localizado em uma porta do switch.

Aging

Além do MAC address e da porta associada a este MAC, o switch também armazena o tempo que determinado MAC foi aprendido (Learning).

O Aging do aprendizado permite que o switch se adapte as mudanças de dispositivos (um host pode trocar de porta, ser removido ou ainda um novo equipamento pode ser adicionado na rede). Assim que um MAC é armazenado o switch inicia o aging timer, e cada vez que o switch encaminha ou filtra um frame de determinado dispositivo, o aging timer é reiniciado. Se em período de tempo o switch não verificar o envio de nenhum frame do dispositivo, o MAC é removido da CAM table.

O Aging garante que apenas dispositivos ativos permaneçam na CAM table.

Apesar disso, ainda hoje, é grande o número de redes que utilizam hubs…

Até a próxima.

Políticas de controle de banda – Catalyst 3750

Por , 27/05/2010 14:09

Este post traz uma configuração fácil de ser realizada em switches Cisco, para limitação de banda, em tráfego um switch Cisco Catalyst 3750, através de Policy-Maps.

Através de parâmetros configurados na Modular QoS CLI, selecionamos um determinado tráfego, e lhe aplicamos ações, baseadas nas políticas configuradas para ele. A limitação de banda pode ocorrer de duas formas: shaping ou policing.

Shaping vs. Policing

Antes de qualquer coisa, é importante sabermos a diferença entre estes dois métodos.

- Traffic Shapping retém pacotes que excedem a banda configurada para um buffer (queueing) e gradativamente vai os transmitindo, sem que o mesmo não sejam dropados; porém este buffer demanda de memória, e é sempre aplicada em sentido outbound.

- Traffic Policing propaga bursts (limites) quando o fluxo de pacotes atinge a banda máxima, no qual ações como dropar ou remarcar os pacotes é efetuada. Não há buffer, e a aplicação da política é em sentido inbound.

Mais informações aqui*. Agora, mão na massa!!!

* É necessário CCO para visualizar este documento.

Configurando Traffic Policing

Apenas 4 etapas são necessárias para alcançarmos nosso objetivo:

1. Habilitar QoS

Como esta configuração trata-se de parâmetros QoS, é necessário habilitar este recurso globalmente no switch:

mls qos

2. Classificar o tráfego

Definimos qual tráfego passará pelas políticas de banda. Primeiro criamos uma ACL:

access-list 111 permit ip any any

Depois definimos um class-map, ao qual a ACL será vinculada.

class-map match-all 8MB
match access-group 111

3. Criar o policy-map

O policy-map irá aplicar as políticas ao tráfego classificado anteriormente no class-map. O policy-map será nomeado Policy8MB.

policy-map Policy8MB

Agora entrando no modo de configuração de policy-map, iremos selecionar um class-map, e aplicaremos as respectivas ações. Neste caso, estaremos limitando a banda a 8Mbps o tráfego definido pelo class-map 8MB.

class 8MB
police 8000000 8192 exceed-action drop

Para entendermos melhor, os comandos acima, o parâmetro 8000000 significa a largura de banda medido em bits, e o ‘exceeded-action drop’, significa que os pacotes que ultrapassarem a banda de 8Mbps, serão simplesmente dropados.

4. Ativar a política

Por final, ativamos a política na interface, lembrando que é sempre ao tráfego inbound.

interface FastEthernet1/0/23
service-policy input Policy8MB

Está feito. Agora vou apresentar alguns testes que fiz, com as ferramentas Iperf – gerador de tráfego, NetMeter – medidor de banda de adaptador de rede, e o próprio MS-DOS.

Neste lab, temos duas máquinas windows conectadas a um switch 3750, em portas FastEthernet, somente com as configurações acima aplicadas. O host 10.1.0.11 está conectado à interface Fa1/0/23, e o 10.1.0.12, à Fa1/0/24.

Observe na primeira imagem, o output feito no Iperf do lado client.

 

Talvez para aqueles que não estão familiarizados com essa ferramenta, fique um pouco confusa a interpretação dos logs acima… mas eu vou tentar deixar o mais claro possível!

No primeiro comando, o Iperf client (10.1.0.11) está configurado para gerar 200Mbps de tráfego para o servidor 10.1.0.12. Como pode-se ver no output acima, a ferramenta consegue gerar 68,1 Mbps, sendo a taxa de transmissão REAL entre os dois foi de 64,4 Mbps.

Após isto, foram aplicados os comandos no switch, e o mesmo teste foi feito entre os dois. O client conseguiu novamente produzir 68,1Mbps, porém, a taxa real entre os dois foi de 6,7Mbps, segundo o reporte do servidor.

Com tráfego normal, o servidor reportou banda de 64Mbps, e após a regra, 6,7Mpbs, conforme o log acima.

Agora, vejamos o gráfico da placa de rede do client, gerado pelo NetMeter.

Bom é isso… espero ter ajudado. Qualquer dúvida mandem comentários!! Abraços e até mais…

Tema Brainwork 0.2(beta)