O Traceroute é uma ferramenta que utiliza o ICMP para verificar o caminho layer 3 (lógico) até um determinado IP. Além do caminho ele também permite diagnosticar possíveis problemas na rede, já que nos informação a latência até cada “salto” do caminho.
Muito útil, mas até aqui nenhuma novidade. Até o Windows possui essa ferramenta (Tracert).
Nos switches Cisco porém, temos a opção de fazer um Traceroute Mac, e mapear o caminho físico (layer 2) entre dois hosts.
Por exemplo, se o Admin quiser saber o caminho físico entre o PC1 e PC2, basta saber o MAC ou IP dos dois PCs.

Exemplo:
BrainGW01#traceroute mac 00c0.9f79.f41e 000d.9dd1.3918 detail
Source not directly connected, tracing source …..
Source 00c0.9f79.f41e found on BrainSW02[WS-C2950T-48-SI] (10.10.10.52)
1 BrainSW02 / WS-C2950T-48-SI / 10.10.10.52 :
Gi0/1 [full, 1000M] => Fa0/39 [full, 100M]
2 BrainSW06 / WS-C2950-24 / 10.10.10.56 :
Fa0/24 [full, 100M] => Fa0/2 [auto, auto]
Destination 000d.9dd1.3918 found on BrainSW06[WS-C2950-24] (10.10.10.56)
Layer 2 trace completed.
BrainGW01#
Como resultado temos a informação de que o MAC de origem (00c0.9f79.f41e) está no switch BrainSW02 porta G0/1 e o MAC de destino (000d.9dd1.3918) está na porta F0/2 do switch BrainSW06. Também podemos identificar as conexões entre os switches, neste exemplo a porta F0/39 do BrainSW02 está conectada a porta F0/24 do BrainSW06.
Outra opção é utilizar o comando traceroute mac ip 10.10.10.5 10.10.10.20 detail, e deixar que o switch encontre o MAC.
Restrições
Para o trace layer 2 funcionar é necessário atender algumas especificações:
-
O CDP deve estar habilitado em todos os switches;
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Todos os switches devem estar alcançáveis a partir de onde a consulta esta sendo realizada (se der um ping todos os equipamentos devem responder;
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O máximo de saltos no caminho deve ser 10;
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Origem e destino devem pertencer a mesma VLAN;
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Não é possível rastrear um endereço de multicast;
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Se o MAC pertence a múltiplas VLANs, a VLAN deve ser especificada;
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O traceroute layer 2 não consegue rastrear MACs através de hubs;
-
Esta funcionalidade não é suportada em redes Token Ring;
Até a próxima.
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Caminho Físico, Layer 2, Rastrear MAC, Trace Layer 2, Traceroute, Tracert
Por razões de segurança, o ASA/PIX não aparece quando fazemos um tracert (ou traceroute). Ele fica “invisível” para este tipo de tráfego deixando o pacote passar sem decrementar o TTL.
Exemplo: Com a configuração padrão o usuário não consegue ver o ASA como um dos “hops”.
C:\>tracert 200.221.11.100
Rastreando a rota para brahms.uol.com.br [200.221.11.100]
com no máximo 30 saltos:
1 1 ms <1 ms <1 ms 200.1.1.1 <—- O roteador é o primeiro “hop”
2 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
3 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
4 * 27 ms 28 ms 201.0.5.121
5 60 ms 57 ms 59 ms 201.63.253.154
6 84 ms 121 ms 152 ms 201.63.253.182
7 27 ms 47 ms 60 ms 189.109.69.74]
8 28 ms 26 ms 28 ms 200.221.136.102
9 26 ms 25 ms 26 ms brahms.uol.com.br [200.221.11.100]
Rastreamento concluído.
C:\>
Apesar deste ser o comportamento padrão do firewall, muitas vezes precisamos que todos os “hops” do caminho sejam identificados. Para isso é necessário configurar o ASA/PIX para que ele passe a decrementar o TTL, e assim ser identificado no tracert.
Nas versões mais recentes (a partir da versão 8.0 (3)) basta entrar no policy-map padrão, depois na class-default e colocar o comando set connection decrement-ttl.
Configuração: Decrementando TTL no tráfego layer 3 que passa pelo ASA/PIX.
BrainFW01# conf t
BrainFW01(config)# policy-map global_policy
BrainFW01(config-pmap)# class class-default
BrainFW01(config-pmap-c)# set connection decrement-ttl
BrainFW01(config-pmap-c)# end
BrainFW01#
Com a configuração acima o ASA/PIX começará a “aparecer” no tracert.
C:\>tracert 200.221.11.100
Rastreando a rota para brahms.uol.com.br [200.221.11.100]
com no máximo 30 saltos:
1 1 ms <1 ms <1 ms 200.1.1.2 <—- IP da outside do ASA
2 <1 ms * <1 ms 200.1.1.1
3 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
4 * * * Esgotado o tempo limite do pedido.
5 * 28 ms 28 ms 201.0.5.121
6 60 ms 57 ms 59 ms 201.63.253.154
7 84 ms 101 ms 152 ms 201.63.253.182
8 27 ms 101 ms 27 ms 189.109.69.74]
9 28 ms 26 ms 28 ms 200.221.136.102
10 26 ms 25 ms 26 ms brahms.uol.com.br [200.221.11.100]
Rastreamento concluído.
C:\>
Além desta configuração, para que o ASA/PIX aceite o tracert, é preciso liberar o ICMP nas access-lists aplicadas nas interfaces outside e inside (caso exista uma).
Mais detalhes neste link, e até a próxima.